Nos anos 90, o filme “Antes da Chuva” (Before The Rain), do diretor macedônio Milcho Manchevski , tratou de uma forma muito particular da guerra fratricida que devastou, no período, as nações que formavam a antiga Iugoslávia. Lançado em 1994, o longa (foto 2) conquistou o mundo pela beleza e lirismo, e pelo roteiro original, inusitado e enigmático, muito semelhante ao conceito aplicado em “Pulp Fiction”, de idas e vindas no tempo, embora a história nada tenha a ver com o tiroteio pop fast food de Quentin Tarantino. E a exemplo de outros antológicos filmes, “Antes da Chuva” possui uma ótima trilha sonora, assinada pelo grupo macedônio Anastasia.
Com elementos de música tradicional da Macedônia e de música erudita, a lírica trilha impressiona. Para gravar os temas do filme, o Anastasia contou com a participação de um conceituado músico chamado Dragan Dautovski (fotos 1 e 3), cujo currículo aponta o domínio de mais de 20 instrumentos tradicionais da região.
Posteriormente, enquanto o Anastasia se perdeu nos caminhos da new age e da ambient music, Dragan Dautovski continuou cultivando a experiência étnica e acústica com o grupo Dragan Dautovski Quartet (foto 4), cujo disco “The Path of The Sun” (O Caminho do Sol) também é valioso, sendo uma viagem pela herança musical deixada nos Bálcãs, especialmente na Macedônia, pelo Império Otomano (vale lembrar que o termo balcãs tem origem turca e se refere à montanha). Obviamente, o disco “The Path of The Sun” também vale ser procurado na “cordilheira” da Internet.
E voltando a “Antes da Chuva”, o filme aborda um conflito armado entre cristãos ortodoxos e muçulmanos, moradores de comunidades vizinhas, na fronteira da Macedônia com a Albânia. Trata-se, portanto, de uma ficção análoga ao terror vivido pelas populações islâmicas e cristãs na região. É bom lembrar que o longa foi lançado no Brasil em DVD no ano passado, pela distribuidora Lume Filmes, a mais importante do país em se tratando de cinema de arte, cujo proprietário é o maranhense Frederico Machado. Para se ter uma idéia do filme e da trilha sonora postei uma das sequências que mais gosto desta película. Também fica um registro do Dragan Dautovski Quartet.
Por volta de 1988, o experiente violinista, compositor e regente José Eduardo Gramani (1944 - 1998) formou o grupo Anima (alma, em latim), na cidade de Campinas (SP), com o intuito de explorar, principalmente, o repertório do período barroco, com instrumentos de época. No entanto, a pesquisa do grupo terminou por mergulhar em tempos mais remotos, aproximando-se do repertório medieval europeu, bem como do enorme leque de canções da cultura popular brasileira de tradição oral.
Em 95, ele começou uma pesquisa sobre a rabeca, passando a estudar a forma de confecção deste instrumento artesanal com mestres rabequeiros de várias partes do Brasil. Até 1998, Gramani (3ª foto) viajou por quase todo o país em busca de construtores do instrumento. Quando morreu, deixou uma coleção de cerca de 40 exemplares de rabecas. Esta pesquisa foi determinante para a elaboração do conceito musical do Anima, que passou a se diferenciar da linha adotada pela maioria dos grupos brasileiros de Música Antiga (medieval, renascentista e barroca), do Brasil e do mundo, que seguem um molde de época.
Além de Gramani, participaram da primeira formação do Anima: Isa Taube (voz), Luiz Fiaminghi (rabecas), Patrícia Gatti (cravo), Dalga Larrondo (percussão), Ivan Vilela (viola brasileira) e Valeria Bittar (flautas). O primeiro disco, “Espiral do Tempo” (hoje, um clássico da música brasileira contemporânea), foi lançado em 1998, mesmo ano da morte de Gramani, vitimado por um câncer.
Se formos fazer uma comparação esdrúxula, talvez Gramani tenha sido o Chico Science da música erudita brasileira. Destruiu fronteiras, aproximou elementos aparentemente díspares, combinou substâncias musicais e instrumentos de diferentes origens, criando um som único e inovador. Assim como Science, Gramani morreu no seu auge criativo, acredito.
Depois da partida de Gramani, Luiz Fiaminghi assumiu a direção do Anima dando continuidade ao valioso trabalho fundamentado pelo mestre. No segundo disco, "Especiarias" (2000), Paulo Freire substituiu Ivan Vilela. Em seguida, o mesmo foi substituído por Ricardo Matsuda - culminando na terceira formação do grupo (2ª, 5ª e 6ª fotos) - que tocou em “Amares” (2003) e “Espelho” (2006), trabalho que teve uma versão ao vivo em DVD. Com uma nova formação, o grupo lançou em 2010 o disco "Donzela Guerreira".
Além destes trabalhos, o Anima é responsável pela execução do projeto/CD "Teatro do Descobrimento" (1999), idealizado pela meio-soprano Anna Maria Kieffer, lançado para as comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Há, ainda, o disco solo de Gramani, "Mexericos da Rabeca" (1997), com composições suas escritas especialmente para as rabecas e executadas com o acompanhamento da cravista Patrícia Gatti.
Atualmente, o grupo é composto por Marlui Miranda (voz e instrumentos indígenas), Paulo Dias (percussão afro-brasileira), Gisela Nogueira (viola de arame), Marilia Vargas (soprano) e Silvia Ricardino (harpa). Da primeira formação, permanecem Luiz Fiaminghi e Valéria Bittar (1ª e 4ª fotos).
O Anima sempre procurou unir instrumentos aparentemente díspares e deslocados no espaço e no tempo, como cravo, flautas barrocas e indígenas, rabeca, zarb e bendir (tambores originários do Irã e da Turquia, respectivamente), viola caipira, berimbau, triângulo, entre outros. Hoje, o grupo inclui uma harpa. Desse modo, podemos pensar de maneira genérica que a viola caipira seria o equivalente ao alaúde e a rabeca substituiria o violino, assim como os demais instrumentos rústicos corresponderiam a outros eruditos.
Para se ter uma ideia do ecletismo do trabalho do grupo, o primeiro CD, "Espiral do Tempo", trouxe músicas como "Tartarassa", atribuída ao trovador provençal Pierre Cardenal (1180 ? – 1278 ?), ao lado de "Tirana da Rosa", da tradição oral brasileira. No mesmo disco, a canção "Chovendo Na Roseira", de Tom Jobim, aparece de forma incidental no decorrer da interpretação da música de origem francesa "Se Jamais Jour", do século XIV, de autoria anônima. O segundo CD também trouxe músicas do folclore brasileiro, como "Tupinambá", "Moreninha" e "Canto das Fiandeiras", ao lado de "Tu Gitanas Que Adevinas" (anônimo, séc. XIV) ou "Blanca Niña", da tradição oral sefaradita (denominação dos judeus que habitavam a Península Ibérica durante a Idade Média).
Apesar de a pesquisa do Anima parecer inédita, o trabalho de aliar a tradição da Música Antiga com o repertório da tradição oral brasileira não é absolutamente inédito, porque nos anos 70, o grupo pernambucano Quinteto Armorial já caminhava nesta direção, embora não executasse propriamente Música Antiga européia e sim música regional do Nordeste com moldes eruditos medievais e renascentistas.
O Anima foi uma das minhas trilhas sonoras dos anos 2000 e, inclusive, um dos objetos de pesquisa do meu trabalho de conclusão da especialização em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão, terminado em 2005. Esta é a primeira postagem no blog de um grupo brasileiro. Como aperitivo, deixo um vídeo da formação anterior e outro da atual.
Música clássica e tradicional árabe, música francesa e jazz formam os elementos do sofisticadíssimo trabalho do alaudista tunisiano Anouar Brahem, um dos mais transgressores deste instrumento no mundo árabe. Recrutado desde os anos 90 pela gravadora alemã ECM - como já disse por aqui e é sempre importante repetir: o mais respeitado selo de música instrumental de vanguarda do mundo, sinônimo de absoluta qualidade e inovação - Anouar Brahem faz um som etéreo, que nos leva a longas viagens interiores, a belas miragens em desertos ou a paisagens azuladas do Mediterrâneo. Não tem como ficar indiferente à sonoridade pelo grau de leveza e profundidade. Como escreveu um dia o poeta estadunidense Walt Whitman: “o que pode haver de maior ou menor que um toque?”.
Hipnótica, a música de Anouar Brahem oscila entre temas tradicionais e calmos improvisos. O trabalho dele pode ser dividido em quatro fases. A primeira, mais próxima da música árabe clássica e tradicional, com o excelente disco de estréia, “Barzakh” (1991), e o seguinte “Conte de L’incroyable Amour” (1992). A segunda, mais experimental, dialogando com músicos europeus de jazz de vanguarda do quadro da ECM, a exemplo de John Surman e Dave Holland, com os quais gravou “Thimar” (1998), ou Palle Danielsson e John Christensen, que foram alguns dos parceiros de “Khomsa” (1999).
A melhor fase é a terceira, quando passa a dialogar com a música francesa tradicional, produzindo, pelo menos, três dos discos mais sublimes dos últimos quinze anos, “Astrakan Café” (2000), “Le Pas Du Chat Noir” (2002) e “Le Voyage de Sahar” (2005). Esses dois últimos gravados com os músicos franceses François Couturier (piano) e Jean Lois Martinier (acordeon). Vale muito procurar. A fase atual foi inaugurada com o CD “The Astouding Eyes of Rita” (2009), registrado com o clarinetista sueco Björn Meyer, o baixista alemão Klaus Gesing, e o percussionista libanês Khaled Yassine. Disponibilizamos um vídeo desse quarteto (uma foto também) para se ter uma ideia do trabalho magistral desse tunisiano. E não podemos esquecer que no mundo árabe os ventos da liberdade começaram a soprar primeiro na Tunísia.
Nascido em 1957, Anouar Brahem estudou primeiramente no Conservatório Nacional de Túnis, antes de partir para Europa, mais precisamente para Paris, onde aos poucos foi conquistando respeito no meio musical. O primeiro trabalho de destaque foi a participação na trilha sonora do filme “Hanna K” (1983), de Gosta Gavras, que reflete a causa palestina, sob o olhar de uma mulher judia. Depois do ingresso na ECM, os discos do músico receberam diversos prêmios e indicações.
Assim como a cor azul, que - de acordo com o Dicionário de Símbolos - é a mais profunda das cores e remete ao infinito, a musicalidade mediterrânea de Anouar Brahem nos transporta para bem longe.
Elementos do que costumamos chamar de música celta estão presentes na musicalidade tradicional do Norte da Espanha (especialmente nas regiões da Galícia, Astúrias e Cantábria) e de Portugal. Essa sonoridade pouco tem a ver, por exemplo, com o flamenco, gênero que é referência musical da Espanha. Na atualidade, um dos grupos expoentes do folk da Galícia é o Berrogüetto, merecidamente querido da crítica espanhola, tido como renovador da musicalidade desenvolvida por grupos pioneiros, como o célebre Milladoiro, surgido nos anos 70.
Formado em 1996 por excelentes músicos (oriundos de outros grupos galegos), o que se evidencia pela máxima qualidade harmônica dos arranjos, o Berrogüetto oferece um molde contemporâneo à rica cultura musical da região. Gaita-de-fole, pandeirão irlandês (bodhran), harpa, violino, acordeon são alguns instrumentos utilizados pela banda. A sonoridade acústica por vezes é idílica, etérea e contemplativa, noutras é vibrante e nos transporta a vastas e coloridas paisagens. Portanto, não se engane, não é som para boi dormir.
Dividindo o repertório em temas instrumentais e belas canções, o Berrogüetto lançou cinco discos e desde o segundo, “Viaxe por Urticaria” (1999), demonstra uma crescente maturidade musical. Além deste, vale escutar “Hepta” (2001), “10.0” (2006) e o mais recente “Kosmogonías” (2010), no qual Xabier Diaz, que já tinha colaborado com a banda, assumiu os vocais no lugar da vocalista original, Guadi Galego, que saiu no ano anterior. E quem quiser conhecer um pouco mais a música atual produzida na Galícia há outros artistas representantes da região, a exemplo de Carlos Nuñez e o grupo Luar na Lubre. Eu prefiro o Berrogüetto. Como aperitivo, fica o vídeo da canção “Fusco” e outro de uma apresentação num festival folk em Cambridge, na Inglaterra. Ambos com a vocalista Guadi Galego.
O nome até parece, mas não se trata de uma dupla sertaneja, graças a Deus. Aliás, o duo mexicano Rodrigo Y Gabriela faz um som acústico pesado, criativo e vibrante, uma mistura de flamenco, música latina e hard rock. Uma pancada, que deixa marcas na memória auditiva. Se o nosso extraordinário Yamandú Costa fosse roqueiro, certamente tocaria assim.
Antes de amplificar e remodelar o jeito latino de tocar violão, a dupla integrou uma banda de trash metal mexicana. Depois, eles partiram para a Irlanda com o objetivo de obter reconhecimento internacional. Trocaram as guitarras pelos violões e não deu outra. Hoje, o duo é referência da nova música latina instrumental, produzindo um som bastante estimulante, contundente e, melhor, totalmente orgânico.
Como pode ser observado no vídeo disponibilizado no blogue, Rodrigo cuida do violão solo, enquanto Gabriela executa a base, utilizando o instrumento também como recurso percussivo (técnica emprestada do flamenco). O casal já gravou seis discos, sendo quatro de estúdio e dois ao vivo. Recomendo o disco homônimo de 2006, que contém os covers de “Stairway to Heaven” (Led Zeppelin) e “Orion” (Metallica). Também indico o mais recente “11:11”, cujas músicas prestam homenagens a artistas que são referências para o trabalho dos jovens violonistas mexicanos, a exemplo de Santana, Jimi Hendrix, Al Di Meola, Paco de Lucia, Pink Floyd e até o contemporâneo palestino - já abordado neste blogue - Le Trio Joubran. Procure e ouça no volume máximo.
Mesclando elementos de música celta, árabe, erudita e rock, o Dazkarieh produz uma das músicas mais inventivas de Portugal na atualidade. Formado em 1999, na capital Lisboa, o grupo já passou por diversas formações. No momento, compõem a banda Joana Negrão (vocais, pandeiros e gaita-de-fole), Rui Rodrigues (cavaquinho e guitarra), André Silva (bateria) e Vasco Ribeiro Casais (nyckelharpa, gaita-de-fole e flauta), único remanescente da formação original.
Para entender a música do Dazkarieh é preciso dividir a trajetória do grupo em três fases distintas. A primeira contava com a vocalista original Marie Beatriz Lúcio, depois substituída por Helena Madeira (não aparecem nas fotos), que gravaram, respectivamente, os dois primeiros discos, “Dazkarieh” (2002) e “Espanta Espíritos” (2004). Nesta fase, mais instrumental, os vocais reproduziam um idioma imaginário e o grupo já nos presenteava com uma alquimia rítmica inusitada e de grande expressão, semelhante a trabalhos desenvolvidos por outros grupos contemporâneos de música folk de Portugal e da Espanha, que comentarei a respeito posteriormente. Leia-se folk, neste blogue, como sinônimo de música tradicional, de raiz ou étnica, e não como o estilo anglo-saxão, de Bob Dylan, Neil Young, Nick Drake e Leonard Cohen, ok?
A segunda e melhor fase começa em 2006, quando a atual vocalista Joana Negrão chegou ao grupo e ainda integravam a banda o excelente percussionista Baltazar Molina e o músico Luís Peixoto. Neste período, gravaram o ótimo CD “Incógnita Alquimia” (assista ao vídeo promocional do disco), repleto de referências celtas, portuguesas e árabes, cortesia, principalmente, do referido percussionista que ilumina o trabalho inteiro. Isso, sem falar nas belas melodias.
Com um som mais encorpado, foi nesse disco também que o Dazkarieh passou a valorizar mais as canções, provavelmente, em razão da chegada da nova vocalista. Há brasileiros que estranham as letras e a forma de cantar portuguesa, mas vale uma audição. O que não dá para entender é o quase completo desconhecimento do Brasil sobre a boa música produzida em Portugal na atualidade.
A mais recente fase inicia com o disco duplo “Hemisférios” (2009), quando o grupo passou a caminhar em direção ao rock, o que tornou a sonoridade do Dazkarieh mais convencional, apesar de ter adquirido maior densidade. O lançamento do disco novo, “Ruído do Silêncio”, está previsto para março de 2011. Antes disso, aproveite e tire sua conclusão caro leitor e ouvinte.
O alaúde está para o mundo árabe exatamente como a cítara está para a Índia. É o instrumento que melhor traduz a identidade contemplativa do Oriente Médio. Nos últimos anos, um trio palestino de alaudistas, Le Trio Joubran, conquistou respeito e admiração por lá e na Europa, imprimindo um molde contemporâneo à música tradicional árabe. O som do Le Trio Joubran soa atual e inventivo. Nascidos na cidade bíblica de Nazaré (Norte de Israel), os três irmãos - Samir, Wissam e Adnan Joubran - são virtuoses do instrumento e improvisam com absoluta excelência.
Basicamente instrumental, como toda música para alaúde que se preze, a sonoridade do trio contém longos improvisos (chamados taksim no Oriente Médio) e inusitadas variações temáticas. Algumas músicas são etéreas e introspectivas, outras são vibrantes, acompanhadas por uma inventiva percussão. O melhor disco chama-se “Majâz”, de 2008. Três anos antes, eles estrearam com “Randana”, que também vale uma audição. Em 2009, veio a trilha sonora, de cunho intimista, do filme francês “Le Dernier Vol” (O Último Voo), longa dirigido por Karim Dridi. E ainda tem o CD/DVD
"A l'Ombre des Mots" (2009), gravado ao vivo, em homenagem ao poeta Mahmoud Darwich. Um novo trabalho, intitulado "AsFâr", está previsto para março de 2011.
Enquanto não vem a libertação, o povo palestino pode se redimir por meio da arte. É a melhor forma de superar o sofrimento e afastar a violência. Na década passada, a Palestina perdeu dois grandes representantes no mundo, o pensador Edward Said (falecido em 2003), fundamental no campo do pensamento contemporâneo, e o poeta Mahmoud Darwich, morto em 2008. Agora, sem porta-vozes no Ocidente, o Le Trio Joubran ocupa parte desta lacuna, pois hoje o grupo é referência, por exemplo, da nova música produzida na França. Foram incluídos em coletâneas da melhor música feita no país atualmente. Os irmãos palestinos, inclusive, mantêm residência em Paris.
Nas últimas férias, no Rio de Janeiro, topei com os dois melhores discos do trio, “Randana” e “Majâz”, na mais interessante loja de CDs e DVDs do Brasil, a ainda sobrevivente Arlequim Discos, localizada no Paço Imperial. Recomendo uma passada por lá, se possível, para quem ainda costuma comprar CDs e gosta de música de excelência: rock clássico, jazz, erudita, contemporânea e MPB.Um verdadeiro achado. O único porém são os preços, nem sempre convidativos.